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Canção
Cecília
Meireles |
Uma
homenagem de ReginaCélia a todos aqueles poetas que
viveram no passado e aos que ainda cá estão entre
nós para criar versos em cor, versos em som,
cantando o AMOR, a DOR, a ALEGRIA do coração humano.
Aqueles que serão eternos pois traduziram ou cantam
ainda a arte em
todas as suas formas. |

No
desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas...
Numa das naves que afundaram é que certamente tu vinhas.
Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto.
Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias, cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.
Minhas mãos pararam sobre o ar e endureceram junto ao vento, e
perderam a cor que tinham e a lembrança do movimento.
E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim: e só talvez ele ainda viva
dentro estas águas sem fim.
***A
foto acima, de ReginaCélia, foi um presente de Silvana Saboya.***
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Dentro de
alguns dias estaremos reformando esta parte do site, e
apresentando os poetas eternos não somente em textos
escritos, mas também em voz.
Por enquanto leiam os belos poemas que estão aqui
e voltem depois, valerá a pena.
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Esta
seção se divide em três partes importantes
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